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O segredo de Dilma

“O segredo do agitador consiste em parecer tão idiota quanto seus ouvintes, de modo que eles acreditem ser tão inteligentes quanto ele.”
Karl Kraus

F-Secure? não dá para usar em empresas

Estou procurando um software antivírus para a rede de uma empresa onde presto serviço, e visitei hoje o site da F-Secure Brasil.
O antivírus F-Secure é bem conceituado internacionalmente pela sua eficiência. No entanto, tive uma surpresa desagradável ao visitar o site brasileiro da empresa.
Quando entro na página de Produtos/Corporativos, os links que constam no lado direito não funcionam! Isso já me deu um arrepio. Se é assim que eles cuidam do funcionamento do site DELES, o que será que farão quando eu precisar de suporte?
Mas não para por aí a surpresa. Tentei avisar a respeito do problema através do e-mail do contato comercial que consta no mesmo site, na área Sobre a F-Secure/Fale Conosco. O e-mail comercial que consta lá é: comercial@f-secure.com.br. O e-mail voltou.
Dá para confiar em uma empresa assim?

Marina Silva – eu sou +1

Médium evangélica

“O Pai me falou que é possível a sua serva Marina ser eleita ainda este ano, mas depende de duas coisas: muito trabalho na mobilização e no jejum e oração” (Valnice Milhomens).

Nunca antes neste país…

… se roubou tanto em tão pouco tempo. Motivo? Leia a frase do “não sei de nada” abaixo:
“[Dilma] é uma mulher de uma integridade de tal magnitude, que eu teria coragem de viajar 10 anos e deixar meu carro zero quilômetro e 10 talões de cheque assinados em branco na mão dela” (Lula, durante comício em Belo Horizonte).

A Ferrari voltou

Assistimos hoje o grande prêmio da Alemanha, onde vimos a volta da Ferrari! E aqui, tenho que dizer com tristeza, que a Ferrari voltou no mau sentido… a vergonha dos tempos do Schumacher.
Dessa vez a vergonha foi protagonizada por Alonso. Quando um piloto tem que contar com ordens da equipe para ficar na frente, então não é um grande piloto, significa somente que é um bom político.
O medíocre venceu.
“Parabéns” para a Ferrari. E a Fórmula 1 voltou a perder a graça.

Para quem não assistiu, aí está a reportagem com um pequeno vídeo:

http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2010/07/ferrari-manda-recado-massa-abre-e-cede-vitoria-alonso-em-hockenheim.html

O Difícil Facilitário do Verbo Ouvir

Um dos maiores problemas de comunicação, tanto a de massas como a interpessoal, é o de como o receptor, ou seja, o outro, ouve o que o emissor, ou seja, a pessoa, falou.
Numa mesma cena de telenovela, notícia de telejornal ou num simples papo ou discussão, observo que a mesma frase permite diferentes níveis de entendimento.
Na conversação dá-se o mesmo. Raras, raríssimas, são as pessoas que procuram ouvir exatamente o que a outra está dizendo.
Diante desse quadro venho desenvolvendo uma série de observações e, como ando bastante entusiasmado com a formulação delas, divido-as com o competente eleitorado que, por certo, me ajudará, passando-me as pesquisas que tenha a respeito.
Observe que:
1. Em geral o receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que o outro não está dizendo.
2. O receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que quer ouvir.
3. O receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que já escutara antes e coloca o que o outro está falando naquilo que se acostumou a ouvir.
4. O receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que imagina que o outro ia falar.
5. Numa discussão, em geral, os discutidores não ouvem o que o outro está falando: eles ouvem quase que só o que estão pensando para dizer em seguida.
6. O receptor não ouve o que o outro fala: ouve o que gostaria ou de ouvir ou que o outro dissesse.
7. A pessoa não ouve o que a outra fala: ela apenas ouve o que está sentindo.
8. A pessoa não ouve o que a outra fala: ela ouve o que já pensava a respeito daquilo que a outra está falando.
9. A pessoa não ouve o que a outra está falando: ela retira da fala da outra apenas as partes que tenham a ver com ela e a emocionem, agradem ou molestem.
10. A pessoa não ouve o que a outra está falando: ouve o que confirme ou rejeite o seu próprio pensamento. Vale dizer, ela transforma o que a outra está falando em objeto de concordância ou discordância.
11. A pessoa não ouve o que a outra está falando: ouve o que possa se adaptar ao impulso do amor, raiva ou ódio que já sentia pela outra.
12. A pessoa não ouve o que a outra fala: ouve da fala dela apenas aqueles pontos que possam fazer sentido para as idéias e pontos de vista que, no momento, a estejam influenciando ou tocando mais diretamente.

Esses doze pontos mostram como é raro e difícil conversar. Como é raro e difícil se comunicar! O que há, em geral, ou são monólogos simultâneos trocados à guisa de conversa, ou são monólogos paralelos, à guisa de diálogo. O próprio diálogo pode haver sem que necessariamente haja comunicação. Pode até haver um conhecimento a dois, sem que, necessariamente, haja comunicação. Esta só se dá quando ambos os polos ouvem-se, não, é claro, no sentido material de”escutar”, mas no sentido de procurar compreender, em sua extensão e profundidade, o que o outro está dizendo.

Ouvir, portanto, é muito raro. É necessário limpar a mente de todos os ruídos e interferências do próprio pensamento durante a fala alheia.
Ouvir implica numa entrega ao outro, numa diluição nele. Daí a dificuldade de as pessoas inteligentes efetivamente ouvirem. A sua inteligência em funcionamento permanente, o seu hábito de pensar, avaliar, julgar e analisar tudo interfere como um ruído na plena recepção daquilo que o outro está falando.

Não é só a inteligência a atrapalhar a plena audiência.Outros elementos perturbam o ato de ouvir. Um deles é o mecanismo de defesa. Há pessoas que se defendem de ouvir o que as outras estão dizendo, por verdadeiro pavor inconsciente de se perderem de si mesmas. Elas precisam “não ouvir” porque “não ouvindo” livram-se da retificação dos próprios pontos de vista, da aceitação de realidades diferentes das próprias, de verdades idem e assim por diante. Livram-se do novo, que é saúde, mas as apavora. Não ouvir é, pois, um sólido mecanismo de defesa.

Ouvir é um grande desafio. Desafio de abertura interior; de impulso na direção do próximo, de comunhão com ele, de aceitação dele como é e como pensa. Ouvir é proeza. Ouvir é raridade. Ouvir é ato de sabedoria.
Depois que a pessoa aprende a ouvir, ela passa a fazer descobertas incríveis escondidas ou patentes em tudo aquilo que os outros estão dizendo a propósito de falar.

Artur da Távola

Música de hoje

Jabulani, a vítima

Os “craques” do Dunga, já elegeram a culpada para o seu fracasso na Copa, a bola! Pois é!

Não treinam, não fazem sequer amistosos que preste, e querem responsabilizar alguém (nesse caso, alguma coisa).

Está aí… a coitada responsável pelo fiasco.